<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xml:lang="pt-BR"><generator uri="https://jekyllrb.com/" version="4.4.1">Jekyll</generator><link href="https://76877358.lab-jekyll.pages.dev/feed.xml" rel="self" type="application/atom+xml" /><link href="https://76877358.lab-jekyll.pages.dev/" rel="alternate" type="text/html" hreflang="pt-BR" /><updated>2026-05-29T16:14:36+00:00</updated><id>https://76877358.lab-jekyll.pages.dev/feed.xml</id><title type="html">The Lab Gazette</title><subtitle>Estabelecida 2026 — Laboratório de IA &amp; Laboratório de Desenvolvimento de Software</subtitle><author><name>Lab IA/SW</name></author><entry><title type="html">Tóquio em 5 dias: guia gastronômico para devorar a cidade</title><link href="https://76877358.lab-jekyll.pages.dev/2026/05/20/toquio-cinco-dias/" rel="alternate" type="text/html" title="Tóquio em 5 dias: guia gastronômico para devorar a cidade" /><published>2026-05-20T00:00:00+00:00</published><updated>2026-05-20T00:00:00+00:00</updated><id>https://76877358.lab-jekyll.pages.dev/2026/05/20/toquio-cinco-dias</id><content type="html" xml:base="https://76877358.lab-jekyll.pages.dev/2026/05/20/toquio-cinco-dias/"><![CDATA[<p>Tóquio é uma cidade que recompensa a curiosidade gastronômica como poucas. Em cinco dias, é possível atravessar uma régua impressionante: do sushi premiado no Tsukiji ao ramen de meia-noite em becos de Shinjuku, passando por izakayas que cabem oito pessoas e cafés especializados que tratam o coado como cerimônia.</p>

<h2 id="dia-1--tsukiji-outer-market">Dia 1 — Tsukiji Outer Market</h2>

<p>Chegue cedo. Antes das 7h, antes de pensar em café. O mercado externo do antigo Tsukiji ainda funciona, e é ali que você prova um sushi de atum que reconfigura sua escala interna de qualidade. Aposte em <strong>Sushi Dai</strong> ou <strong>Daiwa Sushi</strong> — se a fila assustar, ande mais uns 200 metros: tem sempre um balcão menor com peixe igualmente fresco.</p>

<h2 id="dia-2--ramen-tour-por-shinjuku">Dia 2 — Ramen tour por Shinjuku</h2>

<p>Não existe “o melhor ramen de Tóquio”. Existe o ramen que você prova nessa noite específica, depois de 14 km de caminhada e duas garrafas de chu-hi. Para começar, <strong>Fuunji</strong> (tsukemen) e <strong>Menya Musashi</strong> (tonkotsu). Vá com fome e roupa que não te incomode no calor do vapor.</p>

<h2 id="dia-3--mercados-de-bairro">Dia 3 — Mercados de bairro</h2>

<p>Pegue um trem para Yanaka. Caminhe sem destino. Você vai encontrar:</p>

<ul>
  <li>Tofu artesanal preparado naquela manhã</li>
  <li>Croquetes que custam menos de R$ 5</li>
  <li>Cafés escondidos em casas antigas</li>
</ul>

<blockquote>
  <p>O segredo de Tóquio não está na lista de restaurantes premiados. Está em virar uma esquina e descobrir uma soba house de quatro lugares que existe há 70 anos.</p>
</blockquote>

<h2 id="dia-4--café-de-especialidade">Dia 4 — Café de especialidade</h2>

<p>Tóquio é a capital silenciosa do café de especialidade. <strong>Glitch Coffee</strong> (Kanda), <strong>Koffee Mameya</strong> (Omotesando) e <strong>Bear Pond Espresso</strong> (Shimokitazawa) são paradas obrigatórias. Reserve o dia: cada um é uma experiência longa.</p>

<h2 id="dia-5--izakaya-em-golden-gai">Dia 5 — Izakaya em Golden Gai</h2>

<p>O bairro de Shinjuku conhecido como Golden Gai concentra ~200 bares em vielas estreitas. Muitos cabem seis pessoas. Pague o cover, peça uma highball, converse com o dono. É o adeus que Tóquio merece.</p>

<div class="language-text highlighter-rouge"><div class="highlight"><pre class="highlight"><code>Gastos médios por dia (jan/2026):
- Refeições:      ¥ 4.500 – 8.000
- Transporte:     ¥ 800 – 1.200
- Atrações:       ¥ 1.000 – 3.000
Total:            R$ 350 – 600/dia
</code></pre></div></div>]]></content><author><name>Marina Oliveira</name></author><category term="Viagem" /><category term="viagem" /><summary type="html"><![CDATA[Do sushi do mercado aos ramens das 3 da manhã — um roteiro para quem viaja de garfo na mão.]]></summary></entry><entry><title type="html">Os 6 cafés de Florianópolis que mudaram nossa rotina de trabalho remoto</title><link href="https://76877358.lab-jekyll.pages.dev/2026/05/15/cafes-florianopolis/" rel="alternate" type="text/html" title="Os 6 cafés de Florianópolis que mudaram nossa rotina de trabalho remoto" /><published>2026-05-15T00:00:00+00:00</published><updated>2026-05-15T00:00:00+00:00</updated><id>https://76877358.lab-jekyll.pages.dev/2026/05/15/cafes-florianopolis</id><content type="html" xml:base="https://76877358.lab-jekyll.pages.dev/2026/05/15/cafes-florianopolis/"><![CDATA[<p>Trabalhar remoto em Floripa parece fácil — até o terceiro dia, quando você descobre que nem todo café tem tomada disponível, que algumas pousadas cortam o wi-fi às 22h e que o “espresso” de quiosque pode ser uma surpresa amarga.</p>

<p>Depois de seis meses morando entre Lagoa, Centro e Campeche, montamos uma lista honesta dos seis cafés que viraram nossa base de operações.</p>

<h2 id="1-café-cultura-lagoa-da-conceição">1. Café Cultura (Lagoa da Conceição)</h2>

<p>O clássico. Wi-fi rápido, mesa grande comunal e um cold brew que segura uma manhã inteira. Pode ficar lotado no fim de semana, mas das 9h às 11h em dia útil, é praticamente um co-working com bolo de cenoura.</p>

<h2 id="2-bracarense-centro">2. Bracarense (Centro)</h2>

<p>Mais tradicional, com menos tomadas, mas com <strong>o melhor pão de queijo da ilha</strong>. Ideal para reuniões curtas de 1-2 horas.</p>

<h2 id="3-origens-coffee-lab-campeche">3. Origens Coffee Lab (Campeche)</h2>

<p>Quem é fissurado em coado vai amar. Trabalham com grão de origem mapeada e tem um barista que sabe nome de fazenda da Mantiqueira de cor.</p>

<h2 id="4-box-32-mercado-público">4. Box 32 (Mercado Público)</h2>

<p>Não é exatamente um café — é um café-bar dentro do Mercado. Mas tem mesa, tomada e um cortado bem feito. Funciona até as 18h.</p>

<h2 id="5-coffee-lab-daniel-brito-trindade">5. Coffee Lab Daniel Brito (Trindade)</h2>

<p>Próximo da UFSC, lotado de estudantes, mas com pelo menos quatro mesas reservadas para quem leva notebook. Atmosfera de biblioteca-com-cheiro-de-grão.</p>

<h2 id="6-casa-aberta-itacorubi">6. Casa Aberta (Itacorubi)</h2>

<p>O mais escondido. Cardápio menor, mas o espresso tem corpo de cinema. Vai cedo: ele fecha às 14h.</p>

<blockquote>
  <p>Critério principal: tomada <strong>acessível</strong> ao lado da mesa. Café bom sem energia não dura uma standup matinal.</p>
</blockquote>]]></content><author><name>Pedro Tsutomu</name></author><category term="Comida" /><category term="comida" /><summary type="html"><![CDATA[Wi-fi decente, tomada acessível, café de origem. A lista que a gente queria ter encontrado em janeiro.]]></summary></entry><entry><title type="html">Lisboa em 7 dias: o roteiro que evita o turismo cansado</title><link href="https://76877358.lab-jekyll.pages.dev/2026/05/10/lisboa-sete-dias/" rel="alternate" type="text/html" title="Lisboa em 7 dias: o roteiro que evita o turismo cansado" /><published>2026-05-10T00:00:00+00:00</published><updated>2026-05-10T00:00:00+00:00</updated><id>https://76877358.lab-jekyll.pages.dev/2026/05/10/lisboa-sete-dias</id><content type="html" xml:base="https://76877358.lab-jekyll.pages.dev/2026/05/10/lisboa-sete-dias/"><![CDATA[<p>Lisboa é uma cidade que vive de luz. A primeira impressão é sempre o brilho dourado batendo nas fachadas de azulejo. Mas depois das fotos no mirante de Santa Catarina, a maioria dos viajantes cai na mesma armadilha: três horas de fila no Pastéis de Belém, dois dias no Chiado, e Alfama virou um cartão postal sem alma.</p>

<p>Esse roteiro de 7 dias tenta fugir disso.</p>

<h2 id="dias-1-2-centro-e-chiado-cedo">Dias 1-2: Centro e Chiado (cedo)</h2>

<p>Faça a turistada inicial, mas <strong>antes das 10h</strong>. Praça do Comércio, Rua Augusta, Chiado. Almoce na Cantinho do Avillez (reservar) ou no Time Out Market (sem reserva).</p>

<h2 id="dia-3-alfama-de-noite">Dia 3: Alfama de noite</h2>

<p>Alfama de manhã é Disneylândia. De noite, depois das 21h, vira o que sempre foi: bairro de gente que mora ali, fado nas tascas e luz de poste no calçamento. Vá ao <strong>A Baiuca</strong> e peça o vinho da casa.</p>

<h2 id="dia-4-belém-sem-o-pastéis-de-belém">Dia 4: Belém <strong>sem</strong> o Pastéis de Belém</h2>

<p>Sim. Vá ao Mosteiro dos Jerónimos, à Torre de Belém, ao MAAT. E coma o pastel na <strong>Manteigaria</strong> mesmo (no Chiado) — tem gente que prefere. Diferença é mínima e a fila é zero.</p>

<h2 id="dia-5-lx-factory--time-out">Dia 5: LX Factory + Time Out</h2>

<p>Manhã na LX Factory (bookshop <strong>Ler Devagar</strong> vale a viagem). Almoço/tarde no Time Out Market.</p>

<h2 id="dia-6-sintra">Dia 6: Sintra</h2>

<p>Pegue um Uber, não o trem. Saia das 8h. Faça <strong>Quinta da Regaleira</strong> primeiro (poço inverso!), depois Palácio da Pena. Volte tomando vinho na Quinta da Cevada.</p>

<h2 id="dia-7-cascais-ou-setúbal">Dia 7: Cascais ou Setúbal</h2>

<p>Praia. Marisco. Final de viagem. <strong>Setúbal</strong> tem o melhor choco frito do planeta. Cascais é mais fácil de chegar.</p>

<div class="language-plaintext highlighter-rouge"><div class="highlight"><pre class="highlight"><code>Custo médio total (7 dias, casal):
- Hospedagem (Alfama, Airbnb):  R$ 4.500
- Comida + bebida:               R$ 4.000
- Transporte:                    R$ 1.200
Total:                           R$ 9.700
</code></pre></div></div>]]></content><author><name>Helena Marques</name></author><category term="Viagem" /><category term="viagem" /><summary type="html"><![CDATA[Pastel de Belém, mirantes, fado em Alfama — sem cair na armadilha das filas de duas horas.]]></summary></entry><entry><title type="html">Bolonha: por que essa cidade é a capital mundial da pasta</title><link href="https://76877358.lab-jekyll.pages.dev/2026/05/05/bolonha-pasta/" rel="alternate" type="text/html" title="Bolonha: por que essa cidade é a capital mundial da pasta" /><published>2026-05-05T00:00:00+00:00</published><updated>2026-05-05T00:00:00+00:00</updated><id>https://76877358.lab-jekyll.pages.dev/2026/05/05/bolonha-pasta</id><content type="html" xml:base="https://76877358.lab-jekyll.pages.dev/2026/05/05/bolonha-pasta/"><![CDATA[<p>Bolonha tem três apelidos: <strong>La Dotta</strong> (a culta — por causa da universidade mais antiga do mundo), <strong>La Rossa</strong> (a vermelha — pelas telhas) e <strong>La Grassa</strong> (a gorda — pela comida). É esse terceiro nome que nos interessa.</p>

<h2 id="a-pasta-fresca-como-religião">A pasta fresca como religião</h2>

<p>Em Bolonha, pasta seca é coisa de gente apressada. A pasta de verdade é fresca, feita ovo + farinha 00, esticada à mão ou com cilindro manual. As <strong>sfogline</strong> (mulheres que fazem pasta em vitrines de rua) são uma instituição local — você passa e vê tagliatelle nascendo na sua frente.</p>

<h2 id="o-ragù-bolonhês-de-verdade">O ragù bolonhês de verdade</h2>

<p>Esqueça espaguete à bolonhesa. Em Bolonha, o ragù é servido com <strong>tagliatelle</strong> (massa larga, que carrega o molho) ou em <strong>lasanha verde</strong>. Os ingredientes não incluem alho. Incluem:</p>

<ul>
  <li>Carne de boi moída grossa</li>
  <li>Pancetta</li>
  <li>Sofrito de cebola, cenoura e aipo</li>
  <li>Vinho branco (não tinto)</li>
  <li>Leite no final (a parte controversa)</li>
  <li>Tomate em <strong>pouca quantidade</strong></li>
</ul>

<blockquote>
  <p>Quem coloca alho em ragù em Bolonha é deportado simbolicamente.</p>
</blockquote>

<h2 id="tortellini-in-brodo">Tortellini in brodo</h2>

<p>O outro prato-bandeira. Tortellini minúsculos recheados de mortadela, lombo, parmigiano e noz-moscada, servidos em um caldo de carne claro e perfeito. É comida de inverno, comida de domingo, comida de avó.</p>

<h2 id="por-que-bolonha-não-tem-pizza">Por que Bolonha não tem pizza?</h2>

<p>A pizza é napolitana. Bolonha tem <strong>piadina</strong> — pão fino, achatado, recheado com mortadela e squacquerone. Não é pizza, mas resolve.</p>

<h2 id="onde-comer-não-erra">Onde comer (não erra)</h2>

<ol>
  <li><strong>Trattoria Anna Maria</strong> — tagliatelle al ragù exemplar</li>
  <li><strong>Sfoglia Rina</strong> — pasta fresca para levar</li>
  <li><strong>Osteria dell’Orsa</strong> — tortellini in brodo + crostini</li>
</ol>

<div class="language-plaintext highlighter-rouge"><div class="highlight"><pre class="highlight"><code>Tip prático:
Reserve sempre antes das 13h ou 20h.
Bolonha almoça no horário, jantar começa 19h30.
</code></pre></div></div>]]></content><author><name>Lucas Pavan</name></author><category term="Comida" /><category term="comida" /><summary type="html"><![CDATA[Tagliatelle al ragù, tortellini in brodo e o motivo de Bolonha não ter pizza.]]></summary></entry><entry><title type="html">Como fazer ramen autêntico em casa (sem ferver osso por 18 horas)</title><link href="https://76877358.lab-jekyll.pages.dev/2026/04/28/ramen-em-casa/" rel="alternate" type="text/html" title="Como fazer ramen autêntico em casa (sem ferver osso por 18 horas)" /><published>2026-04-28T00:00:00+00:00</published><updated>2026-04-28T00:00:00+00:00</updated><id>https://76877358.lab-jekyll.pages.dev/2026/04/28/ramen-em-casa</id><content type="html" xml:base="https://76877358.lab-jekyll.pages.dev/2026/04/28/ramen-em-casa/"><![CDATA[<p>Ramen tonkotsu de verdade ferve por 16 a 18 horas. O resultado é um caldo branco, denso, gelatinoso — o tipo de coisa que cobre a colher. Em casa, com fogão doméstico, isso é inviável. Mas dá pra chegar a 85% do sabor em <strong>4 horas</strong>, e o atalho não é vergonhoso.</p>

<h2 id="os-5-componentes">Os 5 componentes</h2>

<p>Um bowl bem montado tem cinco peças:</p>

<ol>
  <li><strong>Caldo (tare base)</strong> — onde mora o sabor</li>
  <li><strong>Tare</strong> — o tempero concentrado (shoyu, miso ou shio)</li>
  <li><strong>Aroma oil</strong> — óleo aromatizado</li>
  <li><strong>Macarrão</strong> — o suporte</li>
  <li><strong>Toppings</strong> — chashu, ovo marinado, cebolinha, nori</li>
</ol>

<h2 id="o-caldo-em-4-horas">O caldo, em 4 horas</h2>

<div class="language-text highlighter-rouge"><div class="highlight"><pre class="highlight"><code>Ingredientes (para 4 bowls):
- 1 kg de pé de porco (corte ao meio no açougue)
- 500 g de ossos de frango
- 1 cebola partida ao meio
- 1 cabeça de alho cortada
- 30 g de gengibre
- 3 L de água
</code></pre></div></div>

<p><strong>Passo 1.</strong> Blanchear todos os ossos: cobrir com água fria, ferver 10 min, escorrer, lavar.</p>

<p><strong>Passo 2.</strong> Voltar os ossos limpos à panela, cobrir com 3 L de água. <strong>Ferver forte</strong> durante todo o tempo. Não baixar o fogo. A fervura agressiva é o que emulsiona a gordura no caldo e dá a cor branca leitosa.</p>

<p><strong>Passo 3.</strong> Aos 30 min, juntar cebola, alho, gengibre. Continuar fervendo. Vai reduzir muito — completar com água fervente conforme necessário.</p>

<p><strong>Passo 4.</strong> Aos 90 min, retirar os aromáticos. Continuar mais 2h30. Total: 4h de fervura forte.</p>

<h2 id="o-tare-shoyu-faz-em-10-min">O tare shoyu (faz em 10 min)</h2>

<div class="language-text highlighter-rouge"><div class="highlight"><pre class="highlight"><code>- 100 ml shoyu (Kikkoman ou Yamasa)
- 50 ml mirin
- 30 ml saquê
- 20 g açúcar
- 1 dente de alho amassado
- 1 cm de gengibre
</code></pre></div></div>

<p>Aquecer tudo até dissolver o açúcar. Não ferver muito — você está fazendo um “tempero”, não um caramelo.</p>

<h2 id="montagem">Montagem</h2>

<p>No bowl: <strong>2 colheres de tare</strong> → caldo bem quente (250ml) → macarrão escorrido → toppings. Coma em ≤ 5 min ou o macarrão passa do ponto.</p>

<blockquote>
  <p>O ramen perfeito não está na origem do osso. Está em servir quente, comer rápido e ter a coragem de fazer barulho.</p>
</blockquote>]]></content><author><name>Yuki Tanaka</name></author><category term="Receita" /><category term="receita" /><summary type="html"><![CDATA[A receita que a gente afinou em 6 meses de testes. Tonkotsu-style, em 4 horas.]]></summary></entry><entry><title type="html">Chefchaouen: a cidade azul de Marrocos e por que ela merece 3 dias inteiros</title><link href="https://76877358.lab-jekyll.pages.dev/2026/04/20/chefchaouen/" rel="alternate" type="text/html" title="Chefchaouen: a cidade azul de Marrocos e por que ela merece 3 dias inteiros" /><published>2026-04-20T00:00:00+00:00</published><updated>2026-04-20T00:00:00+00:00</updated><id>https://76877358.lab-jekyll.pages.dev/2026/04/20/chefchaouen</id><content type="html" xml:base="https://76877358.lab-jekyll.pages.dev/2026/04/20/chefchaouen/"><![CDATA[<p>A maioria dos roteiros pelo Marrocos faz Chefchaouen em <strong>uma diária</strong>. Chega, fotografa, volta para Fez. É um erro estratégico. A cidade azul não é uma sequência de Instagram — é um lugar que pede tempo.</p>

<h2 id="por-que-tudo-é-azul">Por que tudo é azul?</h2>

<p>Existem três teorias:</p>

<ol>
  <li><strong>Religiosa:</strong> judeus sefarditas refugiados em 1492 pintavam suas casas de azul como referência ao céu (símbolo divino na Cabala).</li>
  <li><strong>Prática:</strong> o azul afasta mosquitos (provavelmente folclore — não há base científica forte).</li>
  <li><strong>Comercial:</strong> alguém pintou na década de 1970 e os turistas começaram a vir.</li>
</ol>

<p>A resposta honesta é: as três se misturaram. O resultado é uma cidade onde até as escadas têm gradiente.</p>

<h2 id="roteiro-de-3-dias">Roteiro de 3 dias</h2>

<h3 id="dia-1--caminhar-sem-rumo">Dia 1 — Caminhar sem rumo</h3>

<p>Não abra Google Maps. Se perca na medina. Cada beco te leva a um beco mais azul. Coma um tagine de frango com limão preservado na <strong>Casa Aladdin</strong> ao pôr do sol.</p>

<h3 id="dia-2--trilha-até-a-mesquita-espanhola">Dia 2 — Trilha até a Mesquita Espanhola</h3>

<p>40 minutos de subida. Você sai da cidade pela porta norte e sobe um morro. No topo, vista panorâmica do casario azul descendo até o vale. Vá no fim da tarde — luz dourada bate de frente nas paredes.</p>

<h3 id="dia-3--cascatas-de-akchour">Dia 3 — Cascatas de Akchour</h3>

<p>Excursão de dia inteiro (R$ 80-120 com transporte). Trilha de 2-3 horas até uma cascata escondida em vale verde. Contraste perfeito com o azul da cidade.</p>

<h2 id="comida">Comida</h2>

<ul>
  <li><strong>Bissara</strong> — sopa de fava barata e quente (café da manhã marroquino)</li>
  <li><strong>Tagine de cordeiro com ameixa</strong></li>
  <li><strong>Mint tea</strong> (3x ao dia, mínimo)</li>
  <li>Evite: comida “internacional”. É mediana em todo lugar.</li>
</ul>

<blockquote>
  <p>Chefchaouen é mais devagar que o resto do Marrocos. Aceite. É o ponto.</p>
</blockquote>]]></content><author><name>Ana Beatriz Silva</name></author><category term="Viagem" /><category term="viagem" /><summary type="html"><![CDATA[Tudo é azul. As paredes, as portas, os degraus. E ainda assim, cada esquina te surpreende.]]></summary></entry><entry><title type="html">Patagônia: roteiro de aventura de 10 dias entre Argentina e Chile</title><link href="https://76877358.lab-jekyll.pages.dev/2026/04/12/patagonia-aventura/" rel="alternate" type="text/html" title="Patagônia: roteiro de aventura de 10 dias entre Argentina e Chile" /><published>2026-04-12T00:00:00+00:00</published><updated>2026-04-12T00:00:00+00:00</updated><id>https://76877358.lab-jekyll.pages.dev/2026/04/12/patagonia-aventura</id><content type="html" xml:base="https://76877358.lab-jekyll.pages.dev/2026/04/12/patagonia-aventura/"><![CDATA[<p>A Patagônia é grande. Muito maior do que parece no mapa. Em <strong>10 dias</strong> você consegue cobrir os três pontos icônicos da Patagônia austral, mas vai precisar de duas fronteiras, três aeroportos e disposição para acordar antes do sol.</p>

<h2 id="visão-geral">Visão geral</h2>

<div class="language-text highlighter-rouge"><div class="highlight"><pre class="highlight"><code>Roteiro completo:
Dia 1-3:   El Calafate + Perito Moreno (Argentina)
Dia 4-6:   El Chaltén + Fitz Roy (Argentina)
Dia 7-10:  Puerto Natales + Torres del Paine (Chile)
</code></pre></div></div>

<h2 id="dia-1-3-el-calafate">Dia 1-3: El Calafate</h2>

<p>Voe de Buenos Aires direto. O Glaciar Perito Moreno é a única atração obrigatória. <strong>Não</strong> é só um passeio de passarela: invista no minitrekking (R$ 600-800), que coloca você em cima do gelo. A sensação de pisar em um glaciar ativo é incomparável.</p>

<p>Reserve um dia extra para a estância <strong>Nibepo Aike</strong> — gastronomia local, cavalos, vista do Lago Argentino.</p>

<h2 id="dia-4-6-el-chaltén">Dia 4-6: El Chaltén</h2>

<p>3 horas de ônibus desde El Calafate. El Chaltén é uma vila de <strong>800 habitantes</strong> que vira capital mundial do trekking de outubro a abril. Trilhas obrigatórias:</p>

<ul>
  <li><strong>Laguna de los Tres</strong> — 10h ida-volta. A foto clássica do Fitz Roy é tirada daqui. Não é fácil. Vá cedo.</li>
  <li><strong>Laguna Torre</strong> — 7h ida-volta. Mais tranquila, vale o esforço.</li>
  <li><strong>Mirador Cóndores</strong> — 1h ida-volta. Para quem precisa de descanso.</li>
</ul>

<blockquote>
  <p>Trekking na Patagônia argentina é gratuito. Sem ingresso, sem reserva. Você só decide acordar e ir.</p>
</blockquote>

<h2 id="dia-7-10-torres-del-paine-chile">Dia 7-10: Torres del Paine (Chile)</h2>

<p>Pegue ônibus até Puerto Natales (3-4h, fronteira inclusa). Daqui você faz day-trips para o parque OU faz o circuito <strong>W trek</strong> (5 dias, com refúgios reservados com 6 meses de antecedência).</p>

<p>Para 3 dias, faça as três visitas separadas:</p>

<ol>
  <li><strong>Base das Torres</strong> — 9h. A trilha mais dura, a recompensa mais alta.</li>
  <li><strong>Vale do Francês</strong> — 8h. Vista panorâmica, mais sereno.</li>
  <li><strong>Glacier Grey</strong> — passeio de barco + caminhada curta.</li>
</ol>

<h2 id="equipamento-que-vale-o-preço">Equipamento que vale o preço</h2>

<ul>
  <li>Bota com cano alto e impermeável</li>
  <li>Casaco shell (vento corta na cara)</li>
  <li>Camadas de merino (não algodão)</li>
  <li>Bastões de trekking</li>
  <li>Mochila 30L com chuva-capa</li>
</ul>

<h2 id="custos-médios-10-dias-por-pessoa">Custos médios (10 dias, por pessoa)</h2>

<div class="language-text highlighter-rouge"><div class="highlight"><pre class="highlight"><code>Voos internos (Argentina + Chile):  R$ 2.500
Hospedagem (hostels e cabanas):     R$ 3.500
Excursões e parques:                R$ 2.800
Comida:                             R$ 2.000
Total:                              R$ 10.800
</code></pre></div></div>

<p>A Patagônia não é viagem barata. Mas é, sem exagero, a paisagem mais cinematográfica que essa parte do mundo oferece.</p>]]></content><author><name>Rafael Andrade</name></author><category term="Viagem" /><category term="viagem" /><summary type="html"><![CDATA[Glaciar Perito Moreno, Torres del Paine, El Chaltén. O fim do mundo é melhor do que parece.]]></summary></entry></feed>